segunda-feira, 26 de setembro de 2016


AS MARCAS DA SECA E A EXPLORAÇAO POLÍTICA

                    I

Do meu Sertão sofredor

Falo sobe a estiagem

Devastado pela seca

O Sertão vive na margem

Da exploração política

Que é uma sacanagem.

                II

No cenário da imagem

Ração que o gado come

Seu dono preocupado

Pro boi não morrer de fome

O político promete

Mas quando precisa some.

                 III

Sertanejo tem o nome

Ligado a sofrimento

Falta água e comida

E sem abastecimento

Pro político pedir voto

Tem esse atrevimento.

                 IV

Sem chuva é um tormento

Não tem chuva no nascente

O mato tostado e seco

O chão escaldante e quente

O político nem liga

Dá uma de incoerente.

                V

Rotina não diferente

Um pesadelo profundo

Sintomas pra o Sertão

Parece o fim do mundo

O político não faz

Nada em nenhum segundo.

                  VI

Sentimento é profundo

Que nós temos no Sertão

Sem chuva a planta morre

Ficamos sem produção

Enquanto que o político

Faz sua exploração.

                VII

Com esta situação

O povo se prejudica

Sem inferno não tem nada

Melancia ou canjica

O gaiato do político

Preocupado não fica.

                VIII

No Sertão a oiticica

É fonte pra faturar

Trabalho quase extinto

Não compensa trabalhar

O político não faz nada

A não ser só explorar.

                IX

Para poder escapar

Dessa seca tão tirana

Sertanejo faz de tudo

Vai plantar até banana

O político mentiroso

Chega mente e engana.

                X

Hoje a pessoa humana

No Sertão é tão visado

Por quem está no poder

É até elogiado

Cilada de um político

Sertanejo é enganado.

              XI

Um povo não respeitado

Tanta qualidade tem

Marcados por uma seca

Que não escapa ninguém

O político aplaude

E finge que lhe quer bem.

                 XII

Hoje da seca também

Do político que não presta

Fiz minha comparação

Pois raiva é o que resta

Aproveita duma seca

Que sertanejo detesta.

               Mossoró-RN, 25.09.2016.

                     Ilton Gurgel, poeta.

 

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 20 de setembro de 2016


O AMÉRICA CAIU, PARA A QUARTA DIVISÃO.

               I

Tem um time potiguar

Que eu não sou torcedor

É um time sem pudor

Podemos observar

Feliz podemos ficar

Com nossa empolgação

Um time sem tradição

Para a série D seguiu

O América caiu

Para a quarta divisão.

                II

Fracos são seus jogadores

Parecendo amador

O seu pouco torcedor

Tem angústias e rancores

Poucos são os seus valores

Pouca é a atração

Time sem evolução

Em campo não reagiu

O América caiu

Para a quarta divisão.

                III

Um time sem competência

Sem nenhuma conjuntura

E que não tem estrutura

Tão pouco eficiência

E com sua evidência

Caiu sem ter proteção

Na sua competição

Muito fraco prosseguiu

O América caiu

Para a quarta divisão.

               IV

Para nossa alegria

Foi para o lugar dele

Dos times iguais a ele

Na sua categoria

Para fazer companhia

Que foi sua vocação

Longe se ser campeão

Da terceira ele sumiu

O América caiu

Para a quarta divisão.

              V

Com respeito comparado

O Íbis de Pernambuco

Torcedor fica maluco

Com time debilitado

E muito mal preparado

Já não tem animação

A sua situação

Que todo torcedor viu

O América caiu

Para a quarta divisão.

                VI

E muito feliz da vida

Torço pelo ABC

E vendo na série D

Uma equipe perdida

Junto com sua torcida

Hoje está rente ao chão

Time que em um caixão

Pra quarta usufruiu

O América caiu

Para a quarta divisão.

          Mossoró-RN, 19.09.2016.

                 Ilton Gurgel, poeta.

 

 

 

segunda-feira, 19 de setembro de 2016


TODO CANDIDATO FRACO, VEM PEDIR VOTO A MIM.

                  I

Quando tem a eleição

No pleito eleitoral

Onde nosso tribunal

Faz a fiscalização

Pra não ter corrupção

Pois campanha é assim

Tem candidato ruim

Que não quer sofrer um baco

Todo candidato fraco

Vem pedir voto a mim.

                 II

Aquele sem competência

Da política analfabeto

Finge que está aberto

Para tomar providência

De problema e evidência

Pior que fedor de gim

É um pau que tem cupim

Não dá nem para um taco

Todo candidato fraco

Vem pedir voto a mim.

                III

Prometer e não cumprir

Faz na sua abordagem

Sua queimada imagem

Que vive só de mentir

Vem o meu voto pedir

Se fingindo de mirim

Eu mando comer capim

Parar de encher o saco

Todo candidato fraco

Vem pedir voto a mim.

                 IV

Candidato sem proposta

Pede voto a eleitor

Parecendo ser ator

Dá até tapa na costa

Eu dou logo a resposta

Para não ter dor no rim

Meu fogo no estopim

Pedir voto eu ataco

Todo candidato fraco

Vem pedir voto a mim.

                 V

Candidato oferece

Dinheiro ou uma feira

Achando ser a maneira

Dum modo que ele cresce

Logo quando amanhece

Traz café, bolo e pudim

Sorvete ou um din dim

E pula que nem macaco

Todo candidato fraco

Vem pedir voto a mim.

                 VI

Pior que dor de barriga

Sarna, lepra ou chulé

Um calo que dói no pé

Ou queimada de urtiga

Ferroada de formiga

O que não presta em fim

Tipo um cachorro ruim

Deixa o peba no buraco

Todo candidato fraco

Vem pedir voto a mim.

           Mossoró-RN, 18.09.2016.

                Ilton Gurgel, poeta.

 

 

 

quinta-feira, 15 de setembro de 2016


PARABÉNS DE ANIVERSÁRIO, PARA VALINDA GURGEL.
                   I
Dia 15 de Setembro
Uma data importante
Pra uma grande mulher
Que com seu lindo semblante
Faz o seu aniversário
Neste dia tão brilhante.
               II
Desejo neste instante
Nossa querida Tiinha
Saúde, amor e paz...
Dos Gurgel é a rainha
Filhos, netos e sobrinhos
Nunca vai ficar sozinha.
                III
Pois a senhora caminha
Da família rodeada
Te damos todo apoio
Será sempre bem amada
E por Deus Nosso Senhor
É mito abençoada.
             IV
Mulher muito preparada
De um doce coração
Sempre Vanilda Gurgel
Com sua dedicação
Agrada com o que faz
Chama nossa atenção.
              V
A rainha do Sertão
Da região nordestina
Ela nasceu na Varzinha
Fazenda que nos fascina
A filha de vovô Cândido
Com nossa vovó Eulina.
              VI
Tiinha quem nos ensina
Com sua sabedoria
Nosso jeito para a vida
Com a sua simpatia
De um convívio perfeito
Que o povo aprecia.
                VII
Vive sem burocracia
Na maior simplicidade
Com o seu jeito humilde
Clima de fraternidade
Uma joia preciosa
Que tem na nossa cidade.
                VIII
Mesmo com fragilidade
Tem uma linda imagem
Mulher forte e decidida
Duma imensa coragem
Demostra no seu falar
Que possui muita bagagem.
                IX
Vivendo sempre na margem
Da nossa sociedade
Participa de um clube
Que é da terceira idade
Tornando-se muito lorde
A marca de qualidade.
               X
A especialidade
Dela é o seu amor
Trata bem qualquer pessoa
Sabe sim dar o valor
Fazendo tudo direto
Sem intermediador.
             XI
E que nosso Salvador
Possa te abençoar
Neste seu aniversário
A senhora possa amar
Cada vez mais quem te ama
Pra sempre vamos lembrar.
                XII
E para finalizar
Aqui este meu cordel
Pra minha tia querida
Escrevi neste papel
Parabéns de aniversário
Para Vanilda Gurgel.
         Mossoró-RN, 15.09.2016.
               Ilton Gurgel, poeta.
 
 
 
 
 
 
 
 

CANTADOR DE VIOLA AINDA É, ARTISTA POPULAR DO MEU SERTÃO.
                      I
Hoje eu faço minha homenagem
Àquele que na hora improvisa
O verso que o mesmo realiza
Mostra que na cabeça tem bagagem
E que tem na vida boa imagem
Quando faz da arte a profissão
Trazendo pro povo a diversão
Cantando seja sentado ou em pé
Cantador de viola ainda é
Artista popular do meu Sertão.
                  II
Poeta tem tanta inteligência
Vindo de Deus a capacidade
Pra fazer a rima com lealdade
Com toda a sua experiência
Sempre tem no Sertão a existência
Daquele que só tem inspiração
Ele que tem também a proteção
De Jesus o Cristo de Nazaré
Cantador de viola ainda é
Artista popular do meu Sertão.
                    III
Muito bom quando tem a cantoria
O povo reúne pra escutar
Aplaudir e também admirar
Vendo a positiva energia
Imensa é toda a alegria
Do povo reunido no salão
Causando tanta admiração
Arranca também aplaudo até
Cantador de viola ainda é
Artista popular do meu Sertão.
                    IV
Assunto com tanta variedade
Tem mote além de tanto pedido
Atender ninguém fica excluído
Cantador faz com a simplicidade
E sem ter o prazo de validade
Cantador faz com a dedicação
Cantando tanta linda canção
E depois ele vai tomar café
Cantador de viola ainda é
Artista popular do meu Sertão.
                   V
A festa pro povo fica formada
A mesa é formada de fartura
Galinha caipira e rapadura
Buchada de bode bem cozinhada
Na brasa o cheiro da carne assada
Tem também caldo quente e pirão
O arroz de leite e macarrão
E bife feito de contra filé
 Cantador de viola ainda é
Artista popular do meu Sertão.
                   VI
Cantando o martelo a galopado
No lugar onde é mito aceito
Fazendo todo trabalho perfeito
Cantando fica muito empolgado
Tendo o trabalho recompensado
Quando faz o verso em dez mourão
Ele tem de Deus toda proteção
Trabalha com toda garra até
Cantador de viola ainda é
Artista popular do meu Sertão.
           Mossoró-RN, 15.09.2016.
                Ilton Gurgel, poeta.
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 14 de setembro de 2016


SOLIDÃO É COMPANHEIRA, DE QUEM NÃO TEM COMPANHIA

                I

Falando da solidão

Substantivo cruel

É amarga que nem fel

Nunca tem a precaução

E dentro do coração

Ela faz a moradia

Assunto que arrepia

Também não é brincadeira

Solidão é companheira

De quem não tem companhia.

                  II

Quem perdeu seu companheiro

No momento vive só

Na vida não tem xodó

Fica o tempo inteiro

Recorda do ex-parceiro

Momento de alegria

A sua mente envia

A saudade tão faceira

Solidão é companheira

De quem não tem companhia.

                    III

Toda a humanidade

Na vida pode passar

A gente associar

Sem ter a cara metade

Comparando na verdade

Assim uma cirurgia

Feita sem anestesia

E também sem enfermeira

Solidão é companheira

De quem não tem companhia.

                    IV

O sinônimo de tristeza

Solidão é muito forte

Ela é o passaporte

Para ir pra incerteza

Não importa ter beleza

Ou ter muita simpatia

A solidão contagia

Na vida dá a rasteira

Solidão é companheira

De quem não tem companhia.

                  V

Não tem como evitar

Solidão que é intrusa

A pessoa se recusa

Quando ela vem chegar

Sem ter como escapar

Quando a gente atingia

Solidão é covardia

Deixa a prisioneira

Solidão é companheira

De quem não tem companhia.

                   VI

Nada é definitivo

No mundo em que vivemos

Vítima todos seremos

Se não for compreensivo

Viver com o aditivo

Que tanto beneficia

Um fio sem energia

Um aluno sem carteira

Solidão é companheira

De quem não tem companhia.

              Mossoró-RN, 14.09.2016.

                  Ilton Gurgel, poeta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

sexta-feira, 2 de setembro de 2016


TEM GENTE JOGANDO FORA, SEU DIREITO DE VOTAR.

                    I

Por falta de consciência

Ou talvez necessidade

Falta de capacidade

Ou por falta de decência

Vender com a influência

De quem vem o abordar

Para seu voto comprar

Ocorre a toda hora

Tem gente jogando fora

Seu direito de votar.

               II

Hoje a democracia

Já está comprometida

Que nela é incluída

Vendas e demagogia

A pessoa denuncia

Quem a ele procurar

Para o voto trocar

Por algo que quer agora

Tem gente jogando fora

Seu direito de votar.

              III

É um crime cometido

Assegurado por lei

Porém tudo que eu sei

Que não é obedecido

E não faz nenhum sentido

Quem o mesmo utilizar

Pra se beneficiar

Até a lei ignora

Tem gente jogando fora

Seu direito de votar.

              IV

Vender o voto sagrado

É fazer corrupção

Já que não tem punição

Fica desvalorizado

O voto ser desviado

Nem dá para acreditar

Mas vem se realizar

Na venda eleitor escora

Tem gente jogando fora

Seu direito de votar.

              V

É um tiro no escuro

Cheque em branco assinado

Se assim for comparado

Esse ato obscuro

É um golpe muito duro

Sem direito a consertar

Quem assim o praticar

Seu voto no lixo mora

Tem gente jogando fora

Seu direito de votar.

              IV

O voto é muito sério

É a sua assinatura

Pra política segura

Use bem o seu critério

Pois não tem nenhum mistério

Você se valorizar

Quem decepcionar

De arrependido chora

Tem gente jogando fora

Seu direito de votar.

        Mossoró-RN, 02.09.2016.

               Ilton Gurgel, poeta.