sexta-feira, 15 de junho de 2018


O PÔR DO SOL NO SERTÃO
                I
Acho lindo o pôr do sol
Ele é muito atraente
O seu belo colorido
Que clareia no poente
Mas existe um pôr do sol
Que eu acho diferente.
               II
Um pôr do sol simplesmente
De alta categoria
Nas paisagens do Sertão
Ele encerra o dia
Deixa o claro no Céu
Que a gente aprecia.
               III
Ele tem autonomia
Pra mostrar sua beleza
Espetáculo natural
Duma enorme grandeza
É um presente divino
Dado pela natureza.
               IV
Sertão com sua grandeza
De todo local avista
Pôr do sol maravilhoso
Colírio pra nossa vista
Para todo sertanejo
Ele é mais uma conquista.
                V
Ele deixa sua pista
Pra noite que vai chegar
As estrelas luminosas
No ocaso a brilhar
Um oásis natural
Para a gente disfrutar.
              VI
Quando é noite de luar
É mais uma atração
O pôr do sol inicia
A lua faz conclusão
Dum encanto natural
Para o nosso Sertão.
              VII
O Céu com o seu clarão
Um tanto avermelhado
A paz reina pra quem vê
O momento esperado
E para o romantismo
É momento encantado.
                VIII
Momento classificado
Como sensacional
Ambiente agradável
Totalmente natural
Colorindo um ambiente
Que é tão especial.
              IX
Momento fundamental
Para nosso romantismo
Assistir ao pôr do sol
Com o nosso idealismo
E botando para fora
Todo nosso fanatismo.
                X
Ele não é um abismo
E nem é uma barreira
Então vamos assistir
Com a nossa companheira
O pôr do sol no Sertão
Que é todo de primeira.
                 XI
De uma forma certeira
Digo que quem assistir
O pôr do sol luminoso
Jamais irá desistir
Da objetividade
Que vem só nos atrair.
              XII
Por isso quem quiser vir
De maneira eficaz
O pôr do sol no Sertão
A beleza ele traz
Além duma sensação
Duma transmissão de paz.
           Mossoró-RN, 15.06.2018.
                 Ilton Gurgel, poeta.

           

quinta-feira, 14 de junho de 2018



PARABÉNS PARA TADEU, QUE FAZ SEU ANIVERSÁRIO.
                   I
Um grande caraubense
Hoje aniversaria
Sendo quatorze de Junho
O abençoado dia
Uma data importante
De imensa alegria.
              II
Em sua fisionomia
Vemos grande liderança
Homem simples e fiel
E cheio de esperança
No seu peito bate forte
Um coração de criança.
                 III
Com sua perseverança
O meu amigo Tadeu
Neste seu aniversário
Bom senso prevaleceu
Da sua dedicação
Ele nuca esqueceu.
                IV
No nome Judas Tadeu
Que da Bíblia foi tirado
Segundo a Bíblia fala
A Jesus foi dedicado
É por isso que Tadeu
Por Deus é abençoado.
               V
Hoje é comemorado
Seu grande aniversário
Uma data importante
Marcada no calendário
Palavra tão importante
Que tem no dicionário.
                 VI
Com o seu itinerário
Na vida foi amador
Virou profissional
Sendo grande locutor
A passagem na política
Ele foi Vereador.
             VII
Um grande animador
O Coronel Laranjeira
Usa esse personagem
Em show para brincadeira
Animando a galera
Dessa vida rotineira.
              VIII
Tadeu tem uma maneira
Uma forma sistemática
De saber comunicar
Numa maneira climática
Mostrando o seu caráter
De pessoa carismática.
                     IX
Tadeu tem uma didática
Para comunicação
Pois quando se apresenta
Chama nossa atenção
Por isso que Tadeu é
O melhor da região.
               X
Homem de bom coração
Simples é a sua vida
Querido por Caraúbas
Com alegria sentida
Pois Tadeu sua presença
Sempre é reconhecida.
                XI
Também sendo incluída
Na nossa sociedade
A presença de Tadeu
Com sua honestidade
Digo que vem orgulhar
Toda a nossa cidade.
               XII
E com exclusividade
Aqui hoje eu falei
Dum aniversariante
Que sempre elogiei
Sobre seu aniversário
No verso eu relatei.
         Mossoró-RN,14.06.2018
          Ilton Gurgel, poeta.
          





                           

quarta-feira, 13 de junho de 2018


RETORNEI PRA MORAR NO MEU SERTÃO, O GRANDE MOTIVO DE ALEGRIA.
                         I
Na vida a gente faz aventura
Muitas vezes fazemos sem pensar
O pior foi sair do meu lugar
Morar num local de mais estrutura
Fato que foi uma grande tortura
A saudade enorme que sentia
Os planos em que a gente fazia
Findava em uma decepção
Retornei pra morar no meu Sertão
O grande motivo de alegria.
                      II
A gente sair da terra natal
Lá fora fica assim meio perdido
Forasteiro é o nome recebido
Todo mundo a gente trata mal
Pra eles a gente é animal
Fosse aqui isso não acontecia
As vezes com a carteira vazia
Sem grana pra pegar a condução
Retornei pra morar o meu Sertão
O grande motivo de alegria.
                    III
Sertanejo não é reconhecido
Trabalha o patrão não agradece
O nosso serviço não reconhece
Deixando a gente bem mais sofrido
Fora do Sertão é tudo perdido
Pois ninguém na no Sul nos elogia
Fato que considero covardia
Além de não ter consideração
Retornei pra morar no meu Sertão
O grande motivo de alegria.
                    IV
A gente de tudo é censurado
Por quem mais vive na ignorância
Vivemos na margem da tolerância
Digo até um pouco escravizado
No Sertão isso não é praticado
A todos o Sertão beneficia
Sem contar que não temos correia
Não temos também discriminação  
Retornei pra morar no meu Sertão
O grande motivo de alegria.
                     V
Lá fora o sertanejo produz
Muito mais que outro trabalhador
Progresso cresce com nosso penhor
O desenvolvimento é quem conduz
A gente em progresso se traduz
E nunca recebe autonomia
Embora cem por cento merecia
E não tem aceita opinião
Retornei pra morar no meu Sertão
O grande motivo de alegria.
                    VI
Na vida eu tive essa conquista
No dia que voltei para morar
No Sertão onde é o meu lugar
Que vivo uma vida realista
Bom lugar aqui a gente avista
Eu digo isso sem demagogia
O Sertão é da nossa simpatia
E aqui digo que sou campeão
Retornei pra morar no meu Sertão
O grande motivo de alegria.
            Mossoró-RN, 12.06.2018.
                  Ilton Gurgel, poeta.






terça-feira, 12 de junho de 2018


O SERTÃO QUE NÓS AMAMOS
                 I
Acho muito valioso
Nosso querido Sertão
Lugar onde eu nasci
Tenho minha vocação
De morar neste lugar
Que amo de coração.
                 II
Joia desta região
Um lugar muito brilhante
Para todo sertanejo
O Sertão é importante
O nosso amor por ele
Sabemos que é constante.
                 III
Lugar muito radiante
Todo dia o sol brilha
Pra nossa felicidade
É o caminho da trilha
Um coração solidário
Sertanejo compartilha.
                IV
Brilho sem uso de pilha
Clareando a beleza
Que o nosso Sertão tem
Compondo a natureza
Os recursos naturais
Encontramos com clareza.
                 V
Sertão que a camponesa
Mostra sua alegria
Por morar num campo lindo
Onde não tem ironia
Cultivando com amor
Toda sua harmonia.
               VI
Trilha de ecologia
Pra o jovem praticar
Um passeio ecológico
E também observar
Toda a nossa beleza
Que podemos encontrar.
                VII
Tem o próprio linguajar
Chamado de dialeto
Nosso sotaque gostoso
Que jamais esse eu veto
Orgulho-me ao falar
Um sotaque tão correto.
                VIII
Sertão dum povo esperto
Que é tão descriminado
Mesmo assim o sertanejo
Nunca fica se curvado
Porque só homem de bem
Sertão é representado.
                 IX
Sertanejo é chamado
Por nome de beradeiro
Beradeiro é quem nos chama
Não conhece por inteiro
Quem tem um bom coração
Que é muito hospitaleiro.
                   X
Nosso solo brasileiro
Que o Nordeste faz parte
No Nordeste o Sertão
É uma obra de arte
Totalmente natural
Isso não tem que aparte.
                   XI
Lugar é um baluarte
Apesar de ser sofrido
Ele é muito amado
E também muito querido
Que por todo sertanejo
É o lugar preferido.
             XII
A ele atribuído
No que tudo encontramos
Pelas nossas alegrias
Do qual todos nós passamos
Assim hoje comentei
O Sertão que nós amamos.
         Mossoró-RN 11.06.2018.
              Ilton Gurgel, poeta.


                          

segunda-feira, 11 de junho de 2018


AGRADEÇO A DEUS POR TER UM LEITO, PRA MEU CORPO CANSADO DESCANSAR.
                              I
Agradeço a Deus todos os dias
Por me dá uma vida abençoada
Na mesa nunca deixa faltar nada
Quem me dá inspiração pra poesias
A vida não é só de fantasias
Precisa também a gente lutar
Saúde Deus me deu pra trabalhar
Pois tudo que Deus faz acho perfeito
Agradeço a Deus por ter um leito
Pra meu corpo cansado descansar.
                       II
A gente que tem um cotidiano
Trabalha dando um duro pesado
Termina o dia muito cansado
Descansar igual todo ser humano
Um colchão macio com o seu pano
Cobertor quando o frio chegar
Travesseiro a cabeça colocar
E dormir que é o nosso direito
Agradeço a Deus por ter um leito
Pra meu corpo cansado descansar.
                        III
A cama que tem tanta serventia
Além de enorme utilidade
Tem gente que dorme pela cidade
Em porta de uma mercearia
Papelão o chão duro forraria
Com jornal pra esse se enrolar
Um cristão que não tem onde morar
E não é na sociedade aceito
Agradeço a Deus por ter um leito
Pra meu corpo cansado descansar.
                      IV
A cama eu sei que é um presente
Doada pelo pai celestial
Motivo por ser tão essencial
Por todos cobiçada e atraente
Lugar pra quando eu ficar doente
Saberei onde é que vou deitar
É nela que eu vou me apoiar
Quando a doença não tiver jeito
Agradeço a Deus por ter um leito
Pra meu corpo cansado descansar.
                        V
É só Deus quem nos dá tudo na vida
Por isso somente nele confio
Atenção de Deus nunca eu desvio
Pois Deus é o meu ponto de partida
Por eu ter uma vida construída
Para Deus oro antes de deitar
E também antes de me levantar
Porque Deus merece todo respeito
Agradeço a Deus por ter um leito
Pra meu corpo cansado descansar.
                       VI
O corpo de descanso necessita
Pois depois de uma longa jornada
Passando tanta hora trabalhada
Na luta que a gente se agita
O corpo pra descanso se cogita
Repouso é tudo que vem restar
Sendo um privilégio desfrutar
E com Deus fico muito satisfeito
Agradeço a Deus por ter um leito
Para o corpo cansado descansar.
              Mossoró-RN, 10.06.2018.
                    Ilton Gurgel, poeta.


 





CHEIRINHO DE UM CURRAL
                  I
Na roça nós encontramos
Uma vida diferente
Nosso solo sertanejo
Onde tem este sol quente
E na sede da fazenda
A mudança é normalmente.
                 II
Eu fico muito contente
Quando eu chego na roça
Lugar da minha origem
Tem latada e palhoça
E comida natural
É o que a gente almoça.
                III
Do que nós temos na roça
Chama minha atenção
A divisão que ocorre
Numa organização
Que a gente engrandece
Com as coisas do Sertão.
                IV
Tem como indicação
Cito aqui um lo
Um lugar apropriado
Onde fica animal
Pra tirar leite das vacas
O conhecido curral.
                V
Esterco de animal
Que no curral é soltado
Ele gera o estrumem
Pra adubo aproveitado
E na plantação da roça
Ele é utilizado.
             VI
No curral é encontrado
Um cheiro não agradável
Que nós todos conhecemos
Pra alguns não suportável
Mas para o sertanejo
É um cheiro admirável.
                VII
Um cheiro impermeável
É a marca da fazenda
O sabor do leite cru
De manhã é a merenda
Com o cheiro do curral
E quem não sabe aprenda.
                VIII
Pra que a pessoa entenda
Quem ainda não conhece
Esse cheiro forte é
Logo quando amanhece
O gado se movimenta
E o solo se aquece.
               IX
Ele sempre acontece
Faz a gente se lembrar
Que aquele cheiro forte
Sempre vem contagiar
As pessoas que respiram
Cheiro que fica no ar.
                X
Ao sentir nos faz lembrar
Da nossa zona rural
A luta com animais
Tudo muito natural
Que para o sertanejo
Não vejo nada igual.
               XI
O cheiro é como tal
A excelente lembrança
E que na nossa memória
Com o tempo ela avança
Faz a gente se lembrar
Nosso tempo de criança.
                XII
Lembro até da lambança
Que no curral ocorria
Com o estrumem molhado
Na hora em que chovia
Fato que nós recordamos
Para nossa alegria.
           Mossoró-RN, 09.06.2018.
                 Ilton Gurgel, poeta.



sexta-feira, 8 de junho de 2018


AS MUDANÇAS NO SERTÃO, QUANDO TEM UM BOM INVERNO
                  I
No ano que tem inverno
No nosso Sertão querido
É nossa grande riqueza
Quando por Deus permitido
Ameniza muito bem
O nosso Sertão sofrido.
                II
O Sertão que é ferido
Devido à estiagem
Sofre muito com a seca
Parece longa viagem
Mas quando vem o inverno
Muda a nossa imagem.
                 III
Verde fica a paisagem
Da mata toda queimada
Sem folhas e galhos secos
A vegetação tostada
Quando vem a boa chuva
Situação é mudada.
               IV
Fica a mata animada
A folha é renascida
Os passarinhos nos galhos
Fazem ninho pra dá vida
Aos seus filhotes que nascem
Para voar em seguida.
               V
Com a chuva é incluída
Pastagem para o gado
Também para criação
Bode berra animado
Alimentos para todos
Que por Deus é enviado.
                 VI
Também é observado
O rio com correnteza
As cachoeiras com água
Tudo é uma beleza
O Sertão que se renova
Junto com a natureza.
            VII
Chuva é uma riqueza
Para o nosso Sertão
Com chuva vem o progresso
E a nossa produção
Novidades que se colhem
Para alimentação.           
             VIII
O barulho do trovão
Ele muito nos fascina
Sabemos que uma chuva
Restaura qualquer ruína
Chuva para nossos olhos
Digo que é a retina.
              IX
Pois a água cristalina
Com beleza natural
Tem muita utilidade
Dá vida ao vegetal
Fortalece nossas plantas
Qualifica o cereal.
              X
Com a água natural
Fica nossa garantia
Para encher os açudes
E depois vir a sangria
Melhorar nosso Sertão
E nossa economia.
           XI
A chuva influencia
No nosso alimentar
No nosso cotidiano
Com inverno regular
Sertanejo se anima
Para a terra cultivar.
              XII
Assim eu pude falar
No verso que eu governo
Mudança de uma vida
Que parece um inferno
As mudanças do Sertão
Quando tem um bom inverno.
            Mossoró-RN, 08.06.2018.
                  Ilton Gurgel, poeta.