sábado, 9 de novembro de 2013

DISTORÇÃO DO PERÍODO NATALINO




I

O natal se aproxima

Com ele exploração

Na sua realidade

Ocorre a distorção

Modifica todo clima

Com tanta encenação.

II

Primeiro a inflação

Sobe na mercadoria

A pessoa acredita

No comercial confia

Onde o consumidor

Sempre entra numa fria.

III

Só quem se beneficia

Com o clima do natal

É todo comerciante

Classe empresarial

Que tem lucro absurdo

Bem acima do normal.

IV

Na exploração total

Faz com o comerciário

Trabalha sem hora extra

Ultrapassa o horário

E sem se recompensado

Dá lucro pro empresário.

V

O emprego temporário

Logo é anunciado

Sendo uma esperança

Quem está desempregado

Aí o oportunista

Deixa o mesmo explorado.

VI

Um tempo tão esperado

Totalmente distorcido

Pois o clima do natal

Não faz o menor sentido

Para a realidade

Que foi esse concebido.



VII

Ele hoje é induzido

Para o fim comercial

Compra e troca de presente

Ou qualquer material

Só farra e bebedeira

E comida especial.

VIII

O verdadeiro natal

Trata-se do nascimento

Do Nosso Senhor Jesus

Que foi um lindo momento

Data do aniversário

Fica no esquecimento.

IX

O povo faz argumento

Que não tem nada a ver

Pra festejar o natal

Tantos chegam entender

Que natal é só a festa

E sua ceia fazer.

X

Em todo transparecer

Parece uma disputa

De uma competição

Em uma enorme luta

O comércio egoísta

Aumenta sua labuta.

XI

Na diferente conduta

De um natal verdadeiro

Empresário aproveita

Pra ganhar muito dinheiro

Por que a sua ganância

Com certeza vem primeiro.

XII

Sabemos este roteiro

Nunca ele vai mudar

Nascimento de Jesus

Pouca gente vai lembrar

Distorcida uma data

Boa pra comemorar.

Brasília-DF, 06.11.2013.

Ilton Gurgel, poeta.

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