quinta-feira, 18 de agosto de 2016


CARNE DE CRIAÇÃO

                    I

No Sertão nós encontramos

Manias na nossa vida

Nosso modo de falar

Que é tão atribuída

Ao sertanejo nato

Na pessoa percebida.

                II

Nós temos uma comida

Aqui no nosso Sertão

Por ser tão apreciada

Virou uma tradição

Está sempre no cardápio

Desta nossa região.

               III

A carne de criação

Assim ela é chamada

Devido nosso costume

É assim pronunciada

Um excelente sabor

Nada a ser comparada.

                IV

Ela é avaliada

Em um modo rotineiro

Que é a carne de bode

E a carne de carneiro

Sendo muito parecidas

Neste Sertão brasileiro.

                 V

Seja bode ou carneiro

Por criação é chamada

Pelo pronunciamento

Não tem palavra errada

Pelo nosso comodismo

De quem é acostumada.

                  VI

Com tempero preparada

É o prato sertanejo

Na mesa é consumida

Todos sentem o desejo

De poder saborear

Conforme todo ensejo.

                 VII

Todo nobre sertanejo

Dela é consumidor

Pois carne de criação

Com excelente sabor

Um cheiro bem atrativo

Com a variada cor.

                VIII

A carne não tem sensor

Para ver a diferença

Só que carneiro e bode

Que quem não conhece pensa

Acha ser tudo igual

E tem esta desavença.

               IX

A pessoa se convença

Na hora que for comprar

Não importa o animal

Pois o que pronunciar

Sempre dá tudo no mesmo

Nunca vai se enganar.

                X

A carne a destacar

Tem o mesmo nutriente

E as mesmas calorias

Nada mais ninguém invente

Sabor também é igual

Disso eu sou consciente.

                 XI

Carne muito atraente

Alimenta muito bem

A carne de criação

Boa qualidade tem

Grande a variedade

Que faz com ela também.

                  XII

Quando o seu cheiro vem

Não dá para resistir

A carne de bode assada

Para a gente consumir

Quanto a carne de carneiro

Sabor podemos sentir.

             Mossoró-RN, 17.08.2016.

                   Ilton Gurgel, poeta.

 

 

 

 

               

 

 

 

 

 

 

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