quarta-feira, 26 de novembro de 2008

CACHAÇA GRANDE DEFEITO, PRA QUEM GOSTA DE BEBER
I
Não é uma ironia
O que tenho a falar
Apenas vou relatar
Nesta minha poesia
Pois muito melhor seria
O que tenho a dizer
Se não fosse acontecer
Como todo o meu respeito
Cachaça grande defeito
Pra quem gosta de beber.
II
Pois quem bebe adoece
Muita gente já morreu
Tanta coisa aconteceu
E ainda acontece
Viciado não esquece
Talvez nem queira saber
Se a gente for dizer
Que beber não é perfeito
Cachaça grande defeito
Pra quem gosta de beber.
III
Tem aquele viciado
Do álcool é dependente
Se não tomar aguardente
Fica logo agoniado
Fica muito apavorado
É seu único prazer
Antes de envelhecer
Já não vive mais direito
Cachaça grande defeito
Pra quem gosta de beber.
IV
Vi destruição de lar
Destruir o organismo
Isto não é pessimismo
O que estou a falar
Pois começa em um bar
Sem o cara perceber
Da cachaça depender
Pra vida desse sujeito
Cachaça grande defeito
Pra quem gosta de beber.

V
Da briga é a raiz
É a mãe da confusão
É quem manda pra prisão
O bêbado infeliz
Bebeu porque ele quis
Ele mesmo pode ver
Nem dá para socorrer
Na vida não toma jeito
Cachaça grande defeito
Pra quem gosta de beber.
VI
Enquanto o fabricante
Ganha rios de dinheiro
As custas do biriteiro
Se acha muito importante
Consumismo radiante
O álcool vai defender
O alcoólatra a morrer
Toma areia no peito
Cachaça grande defeito
Pra quem gosta de beber.

Brasília-DF, 20.09.2008
Ilton Gurgel, poeta.

Um comentário:

THEO DE BRITTO disse...

Valeu , grande ILTON, essa são as consequências da VELHA CACHAÇA. ahahahah.......ABRAÇOS.