quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A MORTE DE CHIQUITINHO (Poesia de época, 1982)

I
Vou contar esta história
Que a mesma é chocante
Foi um caso de assalto
Feita por um assaltante
Um caso de latrocínio
Morreu um comerciante.
II
Foi um caso horrorizaste
Aqui na nossa cidade
Todo mundo revoltou-se
Com essa calamidade
Assassinar Chiquitinho
Na maior barbaridade.
III
Foi uma grande maldade
Quando houve esta morte
Juntamente o assalto
Pelo assaltante forte
Abalou nossa cidade
Do Rio Grande do Norte.
IV
O bandido com suporte
Naquele exato dia
Assaltou o Chiquitinho
Em sua mercearia
Em 21 de Julho
Numa grande covardia.
V
Quando terminou o dia
Que chegou o marginal
A carteira de cigarros
A Chiquitinhi comprou
E dentro de pouco tempo
No assalto ele matou.
VI
Logo que assassinou
Carregou todo dinheiro
A viúva muito aflita
Os filhos em desepeiro
Os amigos muito tristes
Toda noite o dia inteiro.

VII
Carregando o dinheiro
Evadiu-se os marginais
Chiquitinho ficou morto
Os ladrões levaram mais
O que deu para levar
E pertences pessoais.
VIII
Com estes fatos reais
Ele chegou a falar
Conheceu um criminoso
A ele foi reclamar
Mas o cara em seguida
Atirou para matar.
IX
A Polícia Militar
Entrou logo em diligência
Procurando os bandidos
Que causaram violência
Percorreram toda noite
E o dia em seqüência.
X
Com toda a persistência
Eles não pararam não
Encontraram um sujeito
E na interrogação
Viu que era inocente
E não foi para a prisão.
XI
Toda a indignação
Na nossa comunidade
Isso por que Chiquitinho
Tinha muita amizade
Gostava de todo mundo
E não fazia maldade.
XII
Assim foi uma verdade
Aqui chego ao final
Que falei de um assalto
Feita por um marginal
Onde nosso Chiquitinho
Foi a vítima fatal.

Caraúas-RN, 03.02.1982
Ilton Gurgel, poeta.

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